domingo, 6 de abril de 2008

TELMO MELO EM DIRECTO


R.P- TELMO MELO, O QUE É A MAGIA?
T.M- A Magia é uma arte dificil de explicar de tão simples que é, isto porque estamos habituados a ter uma explicação para tudo o que vemos, contudo esta arte não é para ser explicada, porque se fosse, as explicações seriam tão simples que a magia deixava de ter o fascineo que a caracteriza.
Podemos dizer que a magia é o momento final, no qual uma ilusão se concretiza na percepção de um espectádor.
Durante um espectáculo de magia, tudo o que um mágico faz, são coisas que qualquer ser humano poderia fazer tanbem, são coisas que utilizam principio matemáticos, quimicos, electricidade estática e ilusão de optica, ou seja, coisas que fazem parte do conhecimento humano.
No fundo, quando nós vamos ao cinema, acreditamos que aquilo, que estamos a ver está acontecer e é por isso que as nossas emoções ficam abertas ao que se está a passar, e a magia é um pouco isso tanbém.
R.P- TELMO, PORQUÊ A MAGIA?
T.M- Quando somos mais jovens, somos expostos a um conjunto de estímulos e actividades que encontram em nós distintos entusiasmos, e esses entusiasmos podem-se então assim, transformar em hobbies passageiros ou actividades que abraçamos para a vida.
Não sei se será exactamente talento ou simplesmente um veículo de realização pessoal.
Em mim, a arte mágica instalou-se como linha condutora da vida.
R.P- TELMO, PORQUE É QUE SE VESTE SEMPRE DE PRETO?
T.M- Isso aconteceu completamente por acaso.
Sempre fui péssimo em vestir-me e à conbinar as cores, tinha 16 anos e comprei uma camisola preta de gola alta, para ir a um espectáculo do Luís de Matos, sem sequer ter interiorizado que uma camizola preta de gola alta, qualquer cor de calças, qualquer cor de casaco fica bem, é algo que viria aprender mais tarde, recordo-me que essa camisola até suscitou um conjunto de comentários agradáveis.
E voltei a mesma loja para comprar mais cinco camisolas exactamente iguais, depois passei para as calças, tanbém pretas, e do mesmo número.
Hoje cheguei ao comodismo de usar o mesmo tipo de cor de roupa da mesma marca no dia-a-dia e nos espectáculos.
R.P- NÃO É ENFENHO ABRIR O ARMÁRIO E VER TUDO DE PRETO?
T.M- Tirando as minhas «Boxers» que são as cores, o resto é tudo preto.
R.P- VAI PARA A PRAIA DE PRETO?
T.M- Sim, calções pretos e «t´shirts» preta.
R.P- É UM VICIADO EM TRABALHO?
T.M- Sim! Divirto-me realmente a trabalhar, axo que não tenho necessidade de parar de jogar golfe com alguns amigos para me divertir.
R.P- TREINA QUANTAS HORAS?
T.M- É por impulso. Posso estar uma semana sem praticar, devido a viagens e trabalho, mas essa semana é recompençada só num dia.
A minha actividade até é repartida entre algumas horas que passo a dormir. Poucas.
R.P-COMO É QUE CRIA AS SUAS ILUSÕES?
T.M- Podem surgir intençamente.
A ilusão pode aparecer por acaso, ou pode ser pençada, posso imaginar aquilo que gostava que acontecesse e perceber como posso criar essa ilusão ou esse efeito, a ideia pode nascer porque vi um filme ou porque houvi uma música, que me suscitou uma imagem de um truque.
Ou no dia-a-dia como o caso do truque que criei de tirar uma moeda "grande" fora do normal, de um bolso invisível, imaginário, inventei o truque a partir da ideia que tive nos "cafés", e nos "restaurantes", onde os comentários que mais ouço são «veja se me faz aparecer uma moeda» «faz-me aparecer aqui uma cerveja» «cuidado com as carteiras» ou então «devia adivinhar-me o número do euromilhões ou então pessa ao seu amigo Luís de Matos, por mim, garanto que vos dou algum».
R.P-MAS IRRITA-O QUE A MAGIA NÃO SEJA VISTA COMO UMA ARTE?
T.M- Naturalmente e procuro provar que a magia merece esse lugar, tirando os grupos de "rock" ou o "Tony Carreira" digam-me qual é o espectáculo de uma pessoa que põe 12 mil pessoas no Pavilhão Atlântico com bilhetes entre os 7.50 e os 17.50 escudos? (na altura)
Só o Luís de Matos.
R.P-JÁ CONQUISTOU ALGUEM POR MAGIA?
T.M- Não com a magia própria das ilusões. (Risos)
R.P-UM MÁGICO É UMA PESSOA POUCO EMOTIVA?
T.M- Acha???
R.P-TEM DE SER FRIO PARA FAZER OS NÚMEROS?
T.M- Vou ficar um pouco chateado se xegar a conclusão que não entenderam que é preciso ter uma paixão muito grande naquilo que se faço, para passar por tudo isto.
R.P-ACREDITA NO DESTINO?
T.M- Acredito que construí o dia de hoje, no meu caso, com sorte e trabalho, não apagava nda da minha vida, principalmente as coisas más, e contudo que algumas vezes passaram por mim optimas opurtunidades, mas não estava pronto às agarrar.
R.P-SENTE A ESPECTATIVA DAS PESSOAS QUEREREM QUE FALHE?
T.M- Sim, sinto.
R.P-RECORDA-SE DO PRIMEIRO ESPECTÁCULO DE MAGIA QUE FEZ, E QUL O TRUQUE QUE MOSTROU?
T.M- O primeiro espectáculo de magia que fiz, foi numa igreja que se chama "helders comboianos" em Coimbra no "Areeiro", numa festa.
Enquanto alguns meninos cantaram canções e tocaram instrumentos, eu, fiz um truque que é a carta que muda de valor, e um outro, era um papel que se rasga e que volta a ficar inteiro.
R.P-QUAL FOI PARA SI ATÉ A DATA, O MELHOR MOMENTO OU A MELHOR ILUSÃO?
T.M- Bom. Essa pergunta é muito dificil de responder, porque todas as ilusões foram tendo uma justificação para acontecer, e tiveram um significado especial, sendo que foi por isso que elas aconteceram.
R.P-A EVOLUÇÃO COMO CIDADÃO ACOMPANHOU O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL. EM QUE ACTIVIDADE ARTÍSTICA INFLUENCIOU A SUA PERSONALIDADE?
T.M- As paixões influênciam-se sempre de forma determinante, no meu dia-a-dia.
Tenho com a arte mágica uma relação apaixonada de constante proximidade, seja como hobbie, seja como profissão, nela encontro o prazer de estudar, criar e evoluir.
A exposição pública que daí decorre, acaba sendo igualmente um factor condicionador desse processo,
É nesta actividade que encontro em cada dia da minha vida a minha realização pessoal e profissional.
R.P-NA SUA VIDA DIÁRIA JA FEZ ALGUM TRUQUE DE MAGIA PARA AJUDAR EM ALGUMA SITUAÇÃO?
T.M- Não. Mas confesso que certas vezes adorava poder fazer um truque que me fize-se desaparecer das filas de trânsito, ou quando me estão a chatear muito (Risos).
O espaço do palco é um momento solene para mim, eu tento que esses momentos não aconteçam no dia-a-dia, posso mesmo dizer que fico muito transtornado quando as pessoas às vezes me pedem para fazer algum truque.
R.P-O QUE É QUE É PRECISO PARA SER MÁGICO?
T.M- Bom. Para ser mágico, é preciso a mesma coisa para ser pintor, actor, realizador de cinema, apresentador de t.v...
É preciso gostar, ter geito, treinar muito, mas mais do que isso...
Ter uma grande paixão por auilo que se faz.
R.P-QUAL O TRUQUE OU ILUSÃO QUE MAIS GOSTA?
T.M- Aquela que vou inventar amanhã.
R.P-QUAL O SEU DESAFO?
T.M- Com a magia quero ser feliz.
É o meu desafio diário.

TELMO MELO
"LM"

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